Diário de Bordo - Dias #9-12 - Berlin, a cidade hardcool, Berlin!
Berlin é uma capital certamente cosmopolita. Apesar da gélida relação interpessoal do alemão - comparado a minha e talvez aos brasileiros - a cidade tem prazer e curiosidade de receber comunidades globais e nela encontra-se facilmente pessoas de diversas nacionalidades.
É uma capital paradoxal, onde tudo é grande mas o pequeno tem espaço, onde a moda é composta e simples, onde o tempo voa mas todos aguardam o sinal verde para atravessar. É como tudo flui nessa terra "take it easy but play hard". Como dizemos por aqui: "hardcool"!
A cidade ainda respira um clima pós-guerra e também dos movimentos anti-semitas, porém a nova geração está ligada em novas energias e confere a Berlin uma nova era multicultural, estimulada e com criatividade.
Em Berlin pude visitar a exposição conceitual de Bauhaus, no Museu de Arte Moderna de Berlin. Uma incrível exposição - a maior já realizada - que torna ainda mais atraente o design germânico.
Considerando a representatividade da Escola de Bauhaus para o mundo, ela pode ser destacada como o primeiro movimento de três, da influência germânica no design e na comunicação contemporâneos.
Os estudos de cores, proporções e perspectivas são a preocupação clara com o equilíbrio estético das coisas. Além, claro, da metodologia da escola, que contemplava o estudo sociológico e antropológico a fim de conceber um design funcional e responsável (ou providente). Tudo isso influenciado pelas novas demandas de mercado da época, a nova estrutura familiar e social, o movimento fabril e os avanços da produção e da utilização de energia.
Ainda se destaca o movimento da Escola Bauhaus na fotografia e no teatro. Eram verdadeiras ferramentas de expressão e tradução para o grande público dos resultados e conteúdos que estavam sendo fomentados pelos workshops e exposições ofertados pela Escola.
Como segundo movimento destaco o nazismo e suas estratégias de comunicação de massa com foco político. Ponto de partida de vários estudos e teorias, além dos fundamentos de relações públicas e de publicidade, com destaque na forma de aplicação de logomarca e slogan, por exemplo, além da estratégia de exposição da figura pública.
O terceiro movimento começa agora, numa geração capaz de absorver as influências globais em uma cidade cosmopolita e traduzí-las de uma forma nova, sensível e moderna. Uma cidade em que o gélido e simples se destaca frente ao pasteurizado, como cool e contemporâneo. Também com grande influência do design Russo e das referências de co-origem do leste europeu.
Berlin é a cidade que mais me surpreendeu e eu quero voltar lá!
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